|
DAKAR:ENTREVISTA - O navegador Filipe Palmeiro faz balanço da edição 2010 |
|
|
|
25/01/10 11:01 |
Além dos 10 concorrentes portugueses no Dakar, Portugal também foi representado por Filipe Palmeiro, que navegou Guilherme Spinelli, da Mitsubishi Brasil. Confira a entrevista concedida à 16 Valvulas.
Comecemos por falar um pouco do pré-Dakar. Como surgiu este convite do Guilherme Spinelli da Mitsubishi Brasil?
Filipe Palmeiro: O Guiga já me tinha dito durante o Dakar passado que gostaria que um dia eu fosse o seu navegador, começamos a falar antes do Transibérico mas a minha saida da X-Raid não foi fácil e só no inicio de Setembro é que ficou tudo certo.
Pode nos transmitir o que sentiu ao desfilar nas Avenidas de Buenos Aires com todo o pelotão do Dakar?
Palmeiro: É uma ótima sensação porque quando as pessoas valorizam o nosso trabalho, nos querem ver ou tocar e ficam felizes por isso, só nos pode deixar orgulhosos e felizes também.
O que achou do seu novo carro, o Mitsubishi Racing Lancer e da equipe JMB Stradale Off Road? O que pensou quando sentiu o carro no terreno?
Palmeiro: Em relação ao carro é muito confiável com uma boa suspensão mas falta um pouco de motor em relação aos Diesel. A equipe foi muito profissional e bem estruturada.
Recebeu algumas instruções do diretor da equipe, Nicolas Misslin, relativo ao andamento na prova?
Palmeiro: Não, o Nicolas estava na prova como um piloto igual aos outros e não como dono da equipe.
E o Guiga Spinelli? Pediu para cantar as notas mais lentamente ou sem pronúncia para ele perceber?
Palmeiro: Eu tento falar um português meio 'abrasileirado' porque é difícil para eles entender o português normal. Já tinha alguma experiência desde o tempo em que andei com outro piloto brasileiro, o 'Palmeirinha', e por isso foi muito mais fácil.
Qual foi a etapa mais complicada para vocês?
Palmeiro: A de Copiapó - La Serena porque tivemos de trocar uma embreagem no meio da especial o que nos fez perder 45 minutos e em consequência disso a oitava posição na geral.
Fisicamente, como foi passar todos estes dias dentro do Mitsubishi?
Palmeiro: Foi um Dakar muito duro fisicamente mas o Mitsubishi é bem confortável, em relação a outros carros que andam mais atrás no pelotão, nós não sofremos metade do que eles sofrem. Até ar condicionado temos...
Qual o balanço final para esta sua participação?
Palmeiro: Quando cumprimos os nossos objetivos só podemos fazer um balanço muito positivo.
Como viu a prova dos outros pilotos portugueses?
Palmeiro: Eu acho que o Carlos Sousa continua a ser uma referência para todos, e provou isso mesmo este ano, não só no Dakar como no campeonato português. O Miguel realizou um Dakar mais comedido, mas não deixa de ser uma boa prova. O Ricardo finalmente deixou o azar de lado e conseguiu realizar um excelente resultado. O Francisco Pita ficou pelo caminho, mas não deixa de ter muito valor porque fazer um Dakar, como este, num carro T2 é por si só um ato heróico.
Falemos agora da temporada 2010. Já tem ideia do que irá fazer?
Palmeiro: Nada ainda garantido, mas possivelmente o Rally dos Sertões e mais algumas provas.
Que comentário faz ao Campeonato de Portugal de Cross Country 2010? Concorda por exemplo com o calendário?
Palmeiro: Concordo com o calendário mas falta um maior envolvimento por parte da federação e também de marcas para a criação de um troféu que é fundamental para um grid mais cheio.
O Dakar tem que ser na Àfrica? Fala-se no regresso em 2011. qual é a sua opinião?
Palmeiro: Eu 'sou' pela África, mas na América do Sul o rally não fica em nada atrás. Só as pessoas e as cidades são diferentes.
Fala-se que para se vencer um Dakar deve-se prepará-lo com um ano de antecedência. O Filipe já está preparando o Dakar 2011?
Palmeiro: Claro que eu já começo a pensar em 2011, fisicamente tem de ser o ano inteiro.
Foto: Donizetti Castilho
Artigos relacionados mais recentes que este:
Artigos relacionados anteriores: |