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Sexta-feira, 30 de Julho de 2010        
ENTREVISTA - Felipe Costa quer andar pelo menos 3 anos na Copa Imprimir E-mail
06/06/08 09:25
salto_de_outra_visao.jpgConfira a entrevista com o navegador Felipe Costa, filho do grande navegador Ricardo Costa (atualmente Comissário Técnico da CBA), que disputa a Copa Peugeot ao lado do piloto Luccas Armone e ocupam o terceiro posto da Light.

MundoRally - Como você começou a se interessar por rally? Foi influência do seu pai (ex-navegador Ricardo Costa)?
Felipe Costa - Desde pequeno eu acompanho os rallys, tanto no Brasil quanto na América do Sul. Eu digo que praticamente nasci no rally. Claro que por meu pai ter sido navegador, e hoje ainda estar no Rally, influenciou.

MundoRally - Já pensou em pilotar, ou filho de peixe, peixinho é?
Felipe - Já passou sim pela minha cabeça ser piloto. Mas acho que para pilotar teria que ter começado mais cedo, no Kart ou em outras categorias. Ser filho de um grande navegador ajudou na escolha de ser navegador, e agora que já comecei a navegar, gostei muito e não me vejo pilotando no futuro.
 
MundoRally - Como foi sua estréia na Copa Peugeot?
Felipe - Foi ótima! Nada melhor que bons resultados para uma estréia né? Hahaha. Foi um resultado que surpreendeu a muitos, andamos bem, para uma dupla que sentou no carro a primeira vez na sexta feira antes da prova.
 
MundoRally - E sua experiência no grande Rally Internacional de Erechim, navegando para o Luciano Fleck?
Felipe - Navegar pro Fleck foi muito bom, valeu como experiência e o resultado foi muito bom, com todos os problemas que tivemos durante a prova. O Fleck é um grande amigo, conheci ele a pouco tempo, mas já é um cara que vai estar sempre com agente, no CBR, na Copa Peugeot, etc.
 
MundoRally - Seu objetivo a curto prazo é competir no campeonato nacional ou prefere adquirir mais experiência na copa?
Felipe - A idéia é de andar pelo menos 3 anos na Copa, mas tudo depende dos resultados, dos patrocinadores, do tempo e da vontade. Hoje se eu pudesse escolher, andaria o máximo de provas possíveis, mas devido da faculdade, o tempo não ajuda. Por enquanto só a Copa, e quem sabe alguma prova perto do Brasileiro.
 
MundoRally - Fale sobre seu atual piloto, Luccas Armone
Felipe - O Luccas antes de tudo é um amigo, conheço ele a anos. Como piloto não tenho do que reclamar, me surpreendeu muito em Indaiatuba, andou realmente muito bem. E em Goiânia me surpreendeu mais, buscando sempre o melhor tempo. Nos damos muito bem dentro do carro, o entrosamento foi imediato,
 
MundoRally - Na sua openião o que a organização poderia ter feito para evitar o incidente do carro nº 99 em Goiânia?
Felipe - Sinceramente, não achei aquele ponto da especial fosse ser um ponto com problemas, infelizmente o Botelho (piloto do carro nº99), errou e acabou derrapando na frente do bar. Quando eu passei pela especial, as pessoas que estavam sentadas na frente do bar, estavam sendo retiradas, e quando o Botelho passou estavam apenas as cadeiras. A organização agiu corretamente ao retirar as pessoas, o que por sorte não causou nenhum problema maior.
 
MundoRally - Problemas de segurança também é o assunto da última etapa do CBR em Divinópolis. O que você acha que a CBA pode fazer para minimizar estes acontecimentos?
Felipe - Problemas de segurança podem ocorrer com qualquer rally, infelizmente aconteceu em Divinópolis, como poderia acontecer em qualquer prova. Esses acontecimentos com segurança muitas vezes são causados por pessoas de fora do Rally, que não conhecem o nosso esporte, e de um certo modo, não podemos brigar com quem causa esses problemas, a organização do rally sempre faz o seu trabalho, de fechar estradas, avisar a população dos locais de prova, mas nem sempre essas pessoas colaboram. Não vejo muito o que fazer, todos tem que se conscientizar que estes problemas vem de fora, e é difícil controlar o que as pessoas de fora do rally vão ou querem fazer.
 
placa_luccas_felipe.jpgMundoRally - Você gostaria de competir uma etapa da Copa Peugeot em conjunto com o CBR ou acha que o formato foi ultrapassado?
Felipe - Seria muito bom andar uma prova da Copa junto com uma prova do CBR, mas infelizmente, pelos modelos atuais de ambos os campeonatos, acho que isso não será possível tão cedo. São muitas diferenças, a começar pelo tempo gasto em uma prova de cada campeonato. Uma prova da copa, se o competidor chegar no sábado cedo, ele levanta as especiais, corre no sábado a tarde e no domingo de manhã. Já no Brasileiro, o tempo gasto é maior, pois os levantamentos começam na quinta feira antes da prova. São modelos diferentes, campeonatos diferentes, não vejo a possibilidade de voltarem a se juntar tão cedo.
 

MundoRally - Você está envolvido nos preparativos do 28º Graciosa (CBR) aí em Curitiba? Será uma grande festa?
Felipe - Não estou envolvido no 28º Graciosa, espero estar competindo. Pelo que se ouve de quem já está mais por dentro da prova, será sim uma grande festa, um rally de primeiro mundo, assim como é a prova de Erechim. Espero que seja mesmo uma grande festa, eu acompanho o Graciosa desde pequeno, é o meu rally favorito e morando aqui em Curitiba, torço para que seja um excelente rally.
 
MundoRally -
Na sua opnião, quem são os favoritos para receber as taças da Copa Peugeot este ano?
Felipe - A Copa Peugeot este ano está mostrando ser bastante disputada. Em 2 provas, tivemos 2 vencedores diferentes por categoria. As duas categorias estão bem disputadas e a classificação do campeonato mostra isso. Na categoria Máster, a disputa deve ficar entre as duplas Stedile/Lucas, Theodoro/Nani e Tokarski/Kana, eu torço pela dupla daqui de Curitiba, né Marquinhos? Hahaha. Já na nossa categoria, a Light, temos 4 ou 5 duplas com chance. Os irmãos Boff vêm andando muito bem, o Emerson Destro com o Sérgio, fizeram uma excelente prova em Goiânia, o Geraldo Teixeira, que teve problemas em Indaiatuba e não pode comparecer a prova de Goiânia, mas é um ótimo piloto. Temos também o Luciano Fleck, que não pode andar em Goiânia, mas mostrou ser um piloto rápido e com muitas chances de chegar ao título. E claro, eu e o Luccas, que no começo do ano não esperávamos estar disputando o campeonato, mas vimos que também temos chances.
 
MundoRally - Como se forma um navegador de sucesso?
Felipe - Um navegador de sucesso? Bom, eu acho que uma pessoa pra ser um navegador de sucesso precisa de muita concentração, ser apaixonado pelo esporte, ter sempre confiança no piloto que está do lado, inteligência, tem que saber ouvir criticas e sugestões. Além disso, precisa ser persistente, o Rally no Brasil não é um esporte fácil, não adianta falar: “Quero ser navegador” e não correr atrás disso. Como dizem alguns pilotos, tem que se aplicar!
 
MundoRally - Qual seu ídolo no rally nacional e internacional?
Felipe - No rally nacional meu ídolo é meu pai, que foi um grande navegador. Agora no rally internacional, eu sinceramente não tenho um grande ídolo, admiro alguns pilotos, como Richard Burns, Carlos Sainz e Gabriel Rayes. E navegadores, sempre acompanhei o Nick Grist (navegador do McRae) e o Daniel Helena, que vem se destacando nos últimos anos.


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